7 de agosto de 2020

RESENHA • TAROT - THE LIBRARY OF ESOTERICA [TASCHEN, 2020]

 


TASCHEN, maior editora de livros de arte do mundo, só atira se for para acertar. Com a THE LIBRARY OF ESOTERICA, tende a ficar difícil resistir às obras temáticas em relação aos assuntos que amamos. E o que mais amamos é justamente o primeiro lançamento do selo: “TAROT”, escrito por Jessica Hundley com ensaios de Penny Slinger, Marcella Kroll e Johannes Fiebig, com citações de pensadores, criadores de baralhos e milhares de imagens.



 


O livro, de 520 páginas coloridas e em capa dura, é dividido em quatro partes. A primeira é uma introdução ao oráculo partindo de verbetes breves sobre sua história e fechando com uma linha do tempo centrada na produção intelectual do hemisfério norte. A segunda percorre a simbologia dos 78 arcanos com centenas de pinturas e cartas conhecidas ou não do grande público, provando a pluralidade de interpretações de cada arcano. A terceira cobre os artistas, literatos e esotéricos partindo de 1700, com Gébelin e Etteilla até Dalí, Calvino, Andy Warhol e chegando a 2020 com Jodorowsky e Patti Smith. A quarta e última parte, como não poderia deixar de ser, põe as cartas na mesa: o Tarot enquanto ferramenta do destino, linguagem visual e a criação de significado no sacro ofício de leitura dos arcanos.


 


Mas vale lembrar que este é um livro de arte, não um manual. Ele mapeia o Tarot nos principais e nos mais inusitados museus e bibliotecas do planeta, resultando em uma espécie de enciclopédia de cores, formas e filosofias ancorados na estrutura clássica do baralho filosófico. Um livro não definitivo — o único livro perfeito de Tarot é ele próprio —, mas um compêndio necessário. Ele passa o filminho dos 600 anos de vida do Tarot para validá-lo, sem dúvida ou receio, como tradição. Templo de expressão artística universal. Patrimônio espiritual da humanidade. Maquinário vivo da linguagem simbólica.


Tarot, presente. E com um futuro brilhante, por sinal.




© Leo Chioda • @cafetarot




Review: Leo Chioda • @cafetarot

Translation: Edoardo Valmobida


TAROT • THE LIBRARY OF ESOTERICA • A REVIEW



TASCHENthe biggest artbook editor of the world, only shoots to hit the bullseye. With THE LIBRARY OF ESOTERICA it tends to be hard to resist to the thematic works related to the subjects hold dearto our hearts. And that which we really love is exactly the first release of the label: “TAROT”, written by Jessica Hundley, with essays by Penny Slinger, Marcella Kroll and Johannes Fiebigfull of quotes by thinkers, deck creators and millions of images.


 


The book, with 520 pages in color and hardback, is divided in four sections. The first, an introduction to the oracle, from short entries about its history finishing with a timeline centered around the intellectual production of the northern hemisphere on the subject matter. The second follows the symbology of the 78 Arcana with hundreds of paintings and illustrations of the cards, popular or not to the general public, thus proving the plurality of interpretations of each card. The third part of the book covers the artists, writers and esoterics from 1700’s Gébelin and Etteilla, to Dalí, Calvino, Andy Warhol, up to 2020 with Jodorowsky and Patti Smith. The fourth and last section, as it could none the less be, lays the cards on the table: the Tarot as a tool, the visual language and the creation of meaning in the sacred craft of reading the Arcana.


 


But bear in mind that this is still an art book, not a handbook. It maps the Tarot in the main and the more unexpected museums and libraries of the planet, resulting in a species of encyclopedia of colors, shapes and philosophies anchored in the classical structure of the philosophical deck. Not a definitive book – the only perfect book about Tarot is the Tarot itself  but a much needed compendium. The book presents the movie of 600 years of life of the Tarot to validate it, without doubt or fear, as a tradition. Temple of universal artistic expression. A spiritual heritage of humankind. Living machinery of symbolical language.

 

Tarot, present. And with a brilliant future, by the way.




Review: Leo Chioda • @cafetarot

Translation: Edoardo Valmobida