– Você viaja para reviver o seu
passado? – era, a esta altura, a pergunta do Grande Khan, que também podia ser
formulada da seguinte maneira: – Você viaja
para reencontrar o seu futuro? E a resposta de Marco Polo: – Os outros lugares
são espelhos em negativo.
O viajante reconhece o pouco que é seu descobrindo o muito que não teve e o que não terá.
O viajante reconhece o pouco que é seu descobrindo o muito que não teve e o que não terá.
– As cidades também acreditam ser obra da mente ou do acaso, mas nem um nem o outro bastam para sustentar as suas muralhas. De uma cidade, não aproveitamos as suas sete ou setenta e sete maravilhas, mas a resposta que dá às nossas perguntas. – Ou as perguntas que nos colocamos para nos obrigar a responder, como Tebas na boca da Esfinge.
